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Publicidade: o preto básico do mercado de trabalho

em 19/12/2012
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O título é desagradável principalmente se você é estudante de Publicidade e Propaganda. Mas é uma crítica necessária, dê um desconto.
 
Em uma sociedade onde a era da informação dita às regras, e o mundo trabalha incessantemente para acompanhar suas mudanças, adaptando-se a tempestade de informações que caem sobre nossas cabeças todos os dias, é demasiado complicado decidir por uma profissão.
 Além de pesquisar muito bem a grade curricular, deve-se pesquisar em qual universidade seu curso tem a melhor recomendação pelo MEC, sua situação no mercado de trabalho – e como não ser mais do mesmo -, preparar-se intelectual e psicologicamente para o monstro do vestibular e o grand finale: passar na universidade.
 Com tanta coisa para se analisar, mesmo tendo-se em mente que não será uma escolha definitiva, é algo difícil de fazer. É possível que nem todos estejam tão preparados e nem tão certos de sua escolha. Até certo tempo atrás, era comum dizer que aquele que não sabe qual profissão escolher, fazia Administração de Empresas.
Assim afirma o estudante de Administração de Empresas da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo, Leo Hare, de 23 anos, que está no 7º semestre:
“Minha motivação de fazer Administração, foi parte motivada pela imagem que tenho desde criança de ir para o trabalho de terno e gravata, e parte por realmente não saber o que eu queria fazer”, diz o estudante.
“Escolher a faculdade aos 18 anos foi difícil pra mim, eu não tinha maturidade e experiência de vida para fazer isso de forma cabível”, completa.
ImagemMas como nem todos sonham em usar terno e gravata, não querem ter uma rotina de trabalho inflexível e muito menos com consultoria, as pessoas estão indo atrás exatamente do contrário! E acreditam que Publicidade e Propaganda é a profissão da Terra Prometida.
Não, meu caro gafanhoto, Publicidade não é brincadeira. De fato, a flexibilidade e diversão, por ser um trabalho em que a formalidade não é o ponto alto exigido, a Publicidade tornou-se preferência. Mas não pelo o que pode oferecer e sim, por não encontrar outra profissão que se encaixe melhor. Quem faz publicidade por gostar da profissão, já vê a faculdade com uma abordagem diferente: sabe em quais áreas quer trabalhar, reconhece seus pontos fortes, sabe onde procurar emprego.
Conhecer a profissão, a grade curricular, profissionais da área, assistir algumas aulas, contribuem para ajudar na escolha de uma profissão.
Tem trabalho e muito trabalho! O curso pode ser mais flexível para quem não é fã de exatas e aborda temas como História da Arte, Sociologia, Teoria da Comunicação, Redação Publicitária e História da Comunicação (o que inclui cinema, cinéfilos de plantão!). No mercado de trabalho, é possível trabalhar em diversas áreas, como redator, em mídia, criação, editoras de revistas, entre outras.
Mas quem não tem essa mesma ideia, acaba ficando perdido e fazendo por fazer. É importante lembrar que para escolher qualquer profissão, é necessária uma análise profunda, levando em consideração sua personalidade, seus gostos, a profissão e tudo o que se pode oferecer a ela e ela a você.
ImagemÉ preciso evitar a saturação de publicitários mal formados, não falando sobre a excelência do ensino e da universidade, que são pontos importantes, entretanto, não é a abordagem deste post, mas do interesse do aluno em si. Ocorre uma forte desvalorização da profissão e do profissional no mercado, justamente por ambos serem julgados dessa forma: uma escolha gerada pelo nada se torna nada.
E ser publicitário é muito mais que usar óculos e roupas de marca, trabalhar com criatividade é algo difícil. Valoriza-se muito um engenheiro pelo o que ele faz e pelo tanto que estuda. Mas um engenheiro dificilmente faria o trabalho de um publicitário, que é lidar com a arte e com a criatividade, uma abordagem totalmente diferente da rotina costumeira de um engenheiro.
Obviamente, as duas profissões são incomparáveis, mas o ponto é mostrar que ambas devem ser valorizadas. O trabalho dos dois profissionais é complicado, com altos e baixos. Manter-se sempre criativo e inovador é uma tarefa difícil. As pessoas veem como diversão, o que não é mentira, mas vemos principalmente como trabalho.
Convido a todos para que conheçam e apreciem o curso! É dessa forma, que a profissão e o profissional são valorizados e assim, a sociedade só tem a ganhar com excelência em profissionalismo.
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3 respostas para “Publicidade: o preto básico do mercado de trabalho

  1. André Regal disse:

    Mandou muito, Jess!!! O mundo precisa de mais profissionais e artistas apaixonados!
    Parabéns! ❤

  2. Victor Pinas Arnault disse:

    Gostei da parte que compara qual a principal diferença entre o publicitário e o engenheiro, afinal serei um (bem diferente, mas ainda um).Apesar da ironia, essa e a principal diferença de quem faz parte da “economia criativa”, desafio maior ainda para quem ensina.
    Umas das principais reinvindicações de quem ingressa no ensino superior é a falta de adequação ao mercado de trabalho.
    Bem, toda profissão tem seus desafios!
    Belo artigo.
    E boa sorte como futura publicitária!

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